Café com Eficiência

A escolha do CEO sempre foi uma tarefa difícil. A definição do seu perfil, a opção por uma contratação ou por uma seleção interna, nunca foram tarefas simples. O cerne da questão é a dificuldade de encontrá-lo já que cada vez mais esta função requer um profissional com características multifacetadas. Em épocas não muito distantes, as empresas os escolhiam de acordo com a conjuntura. Nos anos 70, quando o país crescia a taxas de cerca de dois dígitos, os engenheiros, mais treinados a lidarem com os processos de produção, sempre foram os preferidos. Com o recrudescimento da inflação, anos 80 até meados dos anos 90, os profissionais de finanças destacavam-se. Quando o inimigo maior deixou de ser a inflação, o foco voltou-se para o marketing e para o viés comercial que passaram a ser características essenciais para um CEO. Atualmente vivemos na era da tecnologia, dos aplicativos e do e-commerce. A expertise tecnológica é um grande diferencial. Com a pandemia as habilidades consideradas “soft” ganharam protagonismo. Atração, retenção e, sobretudo, saber formar e lidar com a equipe, passaram a ser características muito valorizadas.
O livro “Café com eficiência” de Chuck Martin é primoroso ao demonstrar isto, apesar de ter sido escrito há mais de uma década.

Trata-se da história de um executivo transferido para liderar uma operação, resultado de um M&A. Exausto e dando o máximo de si para superar as dificuldades, sem muito sucesso, recebe um telefonema, numa sexta-feira, do VP da empresa dizendo que deveria receber, na segunda-feira seguinte, um consultor. A razão era este consultor ter ensinado lições valiosas a toda diretoria da matriz e que, por essa razão, achavam que ele poderia também, ser beneficiado.

Muito contrariado e, sobretudo, muito sem tempo, ao chegar ao escritório, como de costume, às 7 da manhã, encontra em sua sala, um senhor já aguardando por ele.

Ao querer mostrar os dados que ilustravam o nada bom desempenho da empresa, o consultor, que pediu que fosse chamado de “professor”, interrompeu sua apresentação convidando-o para tomar um café num bar próximo. Surpreso e “sem tempo”, lá foi ele tomar o tal café, fora do escritório. Em lá chegando o “professor” explicou que havia sido enviado para ensiná-lo a colocar melhor em prática três segredos para o sucesso.