Troca de presidentes e imperfeições nos conselhos de administração

Com a troca da presidência das empresas que o governo tem participação: Petrobrás, Banco do Brasil (ambas de economia mista) e da Eletrobrás, os respectivos Conselhos de Administração entram em cena.

Disputa pelos assentos colocam de lado opostos acionistas minoritários (investidores) e majoritários.

Infelizmente essas disputas acabam prevalecendo sobre as boas práticas de governança. Ver reportagem: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/04/12/age-da-petrobras-tera-disputa-acirrada.ghtml

Outras duas questões também sobressaem.

A primeira, diz respeito a aparente vultosa remuneração dos conselheiros. A remuneração do Conselho da Petrobrás encontra-se em 55º lugar no ranking dos Conselhos mais caros do Brasil em se tratando de empresas listadas (ações na Bolsa): Ver reportagem: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/04/12/estatal-esta-fora-de-lista-de-maiores-salarios-no-conselho.ghtml

A segunda descaracteriza a principal função de um CA que é servir de elo entre os acionistas cobrando e apoiando o corpo executivo. Para ser realizado, isto requer que os Conselheiros não se envolvam com o dia a dia da empresa.

Na prática, nem sempre isto ocorre. Conselheiros têm dificuldades de separar gestão estratégica, de execução.