Qual é o seu interesse?

Domingo é dia de baixar a guarda e nos permitir assuntos mais cotidianos, mas nem por isso menos relevantes. Eles transversam nossas vidas e por isso, também o dia a dia profissional.

O tema central é a desleal concorrência, e suas consequências, do mundo digital versus o mundo o real. Como protagonistas, as redes sociais através do uso indiscriminado e “sem censura” do celular.

A crônica de Ingrid Guimarães, cuja leitura recomendo: “Qual é o seu interesse?” no jornal O Globo, de hoje (domingo 25/01/2026), bem ilustra a dimensão disto. Abaixo alguns de seus trechos:

“Qual era mesmo o meu interesse? Esqueci. Tudo se misturou entre o meu gostar e o que me sugeriram para gostar.”

“A cada aba que eu abria alguém
começava a “comandar” meus interesses.”

“Já vivi situações em que eu estava contando algo e a pessoa pegou o celular no meio da minha fala. E eu continuei contando a história para o
carpaccio que tinha acabado de
chegar à mesa.”

A propósito, a proposta de “pausar o olhar para o celular” durante as reuniões com empresários e executivos que participo no think tank “doForum”, mais uma vez foi discutida nesta última semana. O objetivo? O de sempre: mitigar a concorrência entre a telinha e o que está sendo tratado.