Medo do que pode acontecer

Algumas linhas sobre o Medo.

Como leitor assíduo e curioso sobre a alma humana, por onde olho me deparo com a presença de V.Ex.a, o Medo.

Aliás o seu oposto, a Coragem, só existe por que existe o medo.

Na leitura do livro de Napoleon Hill “+ Esperto que o Diabo”, no início da “entrevista” feita com o Diabo ele (o Diabo) exige, como condição para dar a entrevista, que seja tratado como “Sua Majestade”. Acrescenta que faz jus ao tratamento por dominar a mente de 98% dos seres humanos utilizando como sua principal ferramenta, o Medo.

Os seres humanos, assim como os demais seres vivos possuem o Medo como um natural mecanismo de sobrevivência. Afinal, presas e predadores fazem parte do equilíbrio da cadeia alimentar.

Ao longo da vida, sem entrar no terreno das reflexões, os jovens são mais ousados. Desconhecem (ou negam) o medo. A medida que a idade avança ele se faz mais presente.

O medo da pobreza e o medo da perda da saúde fazem parte do nosso convívio, diário.

O medo é um limitante em várias áreas.

Destacaria a empresarial porque ela é determinada pelo perfil pessoal. Não existe CNPJ, sem CPF por trás. Fulano tem “cabeça de funcionário”. Um título negativo para aquele colaborador que fica tranquilo quando sabe que seu salário cairá na sua conta, no final do mês. Fulano é um “tomador de risco”, ao contrário do primeiro, é aquele indivíduo com perfil mais empreendedor. “Passarinho de gaiola”, aquele que sabe que basta cantar bem para garantir o seu alpiste. “Passarinho de campo” ao contrário precisa sair para caçar seu alimento.

O medo pode também ser confundido com otimismo ou pessimismo. Há um frase que bem ilustra isto: “o otimista é apenas um pessimista mal informado”. Claro que seu autor é um influenciado pelo medo.

O medo do futuro é outro recorrente tipo de medo. Ele paralisa a vida de muita gente. O medo dele é tanto que impede viver um presente que faça sentido. Aliás, a vida nada mais é do que o momento que vivemos. O passado já passou e o futuro talvez nem chegue.

Por óbvio, nada como o meio termo e o o bom senso para equilibrar esta balança de como lidar com ele.

Mas claro também que o tratamento que damos a ele, precisa ser sempre objeto de reflexão. Como nunca o eliminaremos do nosso convívio, resumiria que devemos, nos esforçarmos para chamá-lo pelo nome, de você e não de Sr. e muito menos de V.Exa.


Cláudio da Rocha Miranda

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