Duelo

Domingo, no friozinho da serra, dou uma espiada nas redes sociais e me deparo com velhos amigos e conhecidos se digladiando. De um lado aqueles que enaltecem a melhoria recente de alguns indicadores econômicos: crescimento do PIB, redução da Dívida Publica, alta do IBOVESPA, Valorização do Real e superávit na Balança Comercial. São acusados com desdém pelos opositores, de “Bolsominos”, de “Terraplanistas”, de “Negacionistas”, etc. Os críticos argumentam que o Brasil é o país dos índices descolados das classes menos favorecidas, considerando a inflação crescente e o desemprego, recorde.

A outra turma critica o quanto Bolsonaro vem “domesticando” as Forcas armadas, o Coaf, a AGU, a PGR, o TCU, a existência e a importância do Gabinete do ódio, a defesa da cloroquina, das aglomerações, a fala sempre tosca do presidente – o mito que se julga “imorrível”, “imbrochável”e “incomível” – e, mais recentemente, sua pregação contra o uso da máscara. Este último grupo é chamado, pelos “Bolsonaristas” de “esquerdistas”. Para estes, criticar o presidente significa facilitar a reeleição de Lula e, consequentemente, o retorno da esquerda corrupta que governou o Brasil nos últimos anos.

A imparcialidade destes dois grupos é gritante. Pouca ou nenhuma racionalidade e muita ideologia. Demonstra claramente o quanto nossa democracia ainda está alicerçada em nomes não em projetos. Demonstra também, o quanto estamos cada vez mais cegos para separar o que é certo do que é errado e o que é bom do que é ruim. Mais ainda, o que é ruim do que é péssimo!

Ainda temos muito que aprender. Tudo que relato me deixa mais perplexo porque a amostra que me utilizo para fazer este comentário tem como base, pessoas que, como eu, ao menos julgam ter mais que dois neurônios.

Particularmente, para preservar amizades, tenho preferido a análise comportamental destes dois grupos do que dar opiniões sobre política e economia.

Pobre Brasil! Pobre dos brasileiros!